March 2012
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February 2012
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A única realidade para mim são as minhas sensações. Eu sou uma sensação minha....
– Fernando Pessoa (via btersweet)
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto...
– Fernando Pessoa (via proficuo)
A criança que ri na rua, A música que vem no acaso, A tela absurda, a estátua nua, A bondade que não tem prazo -
Tudo isso excede este rigor Que o raciocínio dá a tudo, E tem qualquer coisa de amor, Ainda que o amor seja mudo. Fernando Pessoa
(via luquerpizza)
Abram todas as portas!
Partam os vidros das janelas!
Omitam fechos na vida de fechar!
Omitam a vida de fechar da vida de fechar!
Que fechar seja estar aberto sem fechos que lembrem,
Que parar seja o nome alvar de prosseguir,
Que o fim seja sempre uma coisa abstracta e ligada
Fluida a todas as horas de passar por ele!
Eu quero respirar!
Dispam-me o peso do meu corpo!
Troquem a alma por...
January 2012
17 posts
unloveable-kid:
Não, não é cansaço… É uma quantidade de desilusão Que se me entranha na espécie de pensar, E um domingo às avessas Do sentimento, Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é… É eu estar existindo E também o mundo, Com tudo aquilo que contém, Como tudo aquilo que nele se desdobra E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê? É uma...
Enrolar o mundo à volta dos nossos dedos, como um fio ou uma fita com que...
– Bernardo Soares
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“Para ser grande, sê inteiro, nada teu exagera ou exclui. Põe o quanto és no mínimo que fazes.” @FernandoPessoa
“Eu era um poeta impulsionado pela filosofia, não um filósofo dotado de faculdades poéticas. Adorava admirar a beleza das coisas, descortinar no imperceptível, através do que é diminuto, a alma poética do universo.
A poesia da terra nunca morre. É possível dizermos que as eras transactas foram mais poéticas, mas podemos dizer (…)
Há poesia em tudo — na terra e no mar, nos lagos e...
“Escrevo num domingo, manhã alta, num dia amplo da luz suave…”: http://t.co/D8aKcflS
Escrevo num domingo, manhã alta, num dia amplo da luz suave, em que, sobre os telhados da cidade interrompida, o azul do céu sempre inédito fecha no esquecimento a existência misteriosa de astros…
É domingo em mim também…
Também meu coração vai a uma igreja que não sabe onde é, e vai vestido de um traje de veludo infante, com a cara corada das primeiras impressões a sorrir sem olhos...
December 2011
21 posts
A arte livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos. Enquanto sentimos os males e as injúrias de Hamlet, príncipe da Dinamarca, não sentimos os nossos — vis porque são nossos e vis porque são vis.
O amor, o sono, as drogas e intoxicantes, são formas elementares da arte, ou, antes, de produzir o mesmo efeito que ela. Mas amor, sono, e drogas tem cada um a sua desilusão. O amor farta ou desilude....
Mas há mais alguma coisa… Nessas horas lentas e vazias, sobe-me da alma à...
– Bernardo Soares (Fernando Pessoa)
Dia de chuva - O ar é de um amarelo escondido, como um amarelo-pálido visto através dum branco sujo. Mal há… http://t.co/rTMD401S
Dia de chuva
O ar é de um amarelo escondido, como um amarelo-pálido visto através dum branco sujo. Mal há amarelo no ar acinzentado. A palidez do cinzento, porém, tem um amarelo na sua tristeza.
(Bernardo Soares - Fernando Pessoa)
Pessoal, esse texto não é de Pessoa! » “Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.”
Não sei se é dormindo ou alheado que estou.
Sei que estou sentindo a boca...
– Fernando Pessoa (via momentos-so-meus)
My imaginary world has always been the only true world for me.
– Fernando Pessoa; The Book of Disquiet (via eightysevens)
Time, which grays hair and wrinkles faces, also withers violent affections, and...
– Fernando Pessoa, The Selected Prose (via faintingspells)
NATAL
Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo Deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.
Fernando Pessoa
Dia de Natal (Humanismo. A “realidade” do Natal é subjetiva. Sim, no meu ser.
A emoção, como veio, passou. Mas um momento convivi com as esperanças e as emoções de gerações inúmeras, com as imaginações mortas de toda uma linhagem morta de místicos.
Natal em mim!)
Bernardo Soares
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Fernando Pessoa
Mas tudo é absurdo, e o sonho ainda é o que o é menos.
A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.
“O que importa não é a flor a durar e ter tamanho… Ser real é a única coisa verdadeira do mundo.” http://t.co/J2jl2eR4
Todas as teorias, todos os poemas
Duram mais que esta flor.
Mas isso é como o nevoeiro, que é desagradável e húmido,
E maior que esta flor…
O tamanho, a duração não têm importância nenhuma…
São apenas tamanho e duração…
O que importa é a flor a durar e ter tamanho…
(Se verdadeira dimensão é a realidade)
Ser real é a única coisa verdadeira do mundo.
Alberto Caeiro...
RT @REDEMIS: Exposição Oswald de Andrade: o culpado de tudo - Até 30/01/12 - Museu da Língua Portuguesa - http://t.co/68QYgT7H